Mia Ressu **
04.12.25

Como leio algumas vezes, e não tão poucas assim, hoje aconteceu isso, em outros blogs, a palavra - Elementais - ligada a uma fantasia, intensa, e atípica, quero a meu jeito "desmistificar " não só a palavra em si, mas sobretudo, demonstrar, como ela serve os meus intentos.
Elementais - pela minha óptica, são forças "invisíveis" que sustentam o Mundo. Terra que guarda, Água que flui, Fogo que transforma, Ar que inspira.
Não são "visíveis", mas são memória viva: raízes ancestrais, que brotam na Natureza. Presenças, que nos lembram que tudo passa por um "ritual" de vida, e que cada gesto humano é parte do equilíbrio "eterno.”
Elementais na Natureza: Quando uso a palavra - Elementais - , não me refiro a fadas, duendes ou gnomos.
Não é fantasia, coisas da imaginação, de quem acredita no inacreditável, mas sim, numa força essencial. Os Elementais são, os elementos que não se veem. Como o sopro que atravessa o vento, a corrente que se move no mar, o calor que purifica no fogo, e a raiz que sustenta a terra.
São o alfabeto "invisível" da vida, sem o qual nada existiria.
Elementais na Ancestralidade: Fazem parte, dos Seres antigos, que sabiam que cada rio, cada montanha, cada árvore tinha um espírito que os guardava.
Não era imaginação infantil, mas reconhecimento da presença que não se pode ver mas que habita o mundo. São, assim, as memória vivas dos ancestrais: forças que acompanham os os nossos rituais, que guardam lugares, e que lembram que a vida não termina na ossada.
Para mim, eles são parte dos meus credos, dos meus fantasmas, da minha essência, em tudo aquilo que acredito e que dignifica a continuidade da existência.
Elementais na Espiritualidade: Na minha escrita, os "elementais", não são personagens fantasiosas. São companheiros que não vejo, mas sinto as energias que se entrelaçam com a ancestralidade e com a espiritualidade. Eles apenas têm "presença", e "força".
São o fio que liga o humano finito, ao eterno, lembrando que cada gesto faz parte dos nossos "rituais" e que cada memória é uma "chama" que perdura.
Conclusão: Quando uso a palavra Elementais, não é porque concorde com a fantasia e a que o termo foi adjudicado.
Uso-a porque nela encontro um símbolo de forças primordiais: Natureza, ancestralidade e espiritualidade. Forças que muito respeito. É assim neste contexto, que atravessam as minhas obras e a minha vida.
Para muitos, a Vida acaba num monte de "ossos". Pessoalmente acredito, que ela continua, num simples sopro de vento, na raiz de uma árvore, na chama crepitante de uma fogueira e, na água que corre. E é nesse "conceito" de aceitação, que reside a minha autenticidade.
De todos os Elementais aquele que para mim faz mais sentido é o Ar : Passo a explicar : O Ar é o primeiro ritual da vida. É ele que abre o corpo ao mundo, e é ele que o fecha em silêncio. Tudo depende do sopro. Sem ele, até o fogo se apaga, o rio seca, a terra endurece, e o humano não nasce.
Podemos viver sem água por dias, sem comida por semanas, sem calor por um tempo… Mas sem Ar, não há tempo. O oxigénio é o limiar entre a Vida e a Morte.
Espero não ter sido demasiado "densa" nesta dissertação mas, é o que sinto e como penso.
Mantra: " A mãe enche os pulmões para dar à luz. O recém-nascido respira pela primeira vez e assim, começa a Vida ".
Autoria: - Mia Ressu **
Imagem: - de "criação"AI - pessoal -