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Vida, realidade efémera, ilusão.
flor cortada sem dó nem piedade
grãos de areia, que nos escapam da mão,
feita de tempo, marcando a idade.
Semente, feita ser, deambulando
passo atrás de passo, sem rumo,
para uns, tal qual cavaleiro andante,
para outros, fruto seco, sem sumo.
Fantasia, sob qualquer disfarce
torpe, demente ou traiçoeira,
viver ou não viver é um impasse,
será que a nossa vida é verdadeira.
Filosófica, abstracta e outras analogias
questionável sobre teorias e valor,
até que ponto viver é uma alegria,
até que ponto viver é sentir dor.
Passagem sempre marcada no tempo,
uma viagem por caminhos tortuosos,
um simples e ténue soprar do vento,
um disputar de sons tenebrosos.
Raíz tocada de lado pela podridão,
água estagnada e sempre impura,
vida realidade efémera, ilusão,
vida sem vida, pelo tempo que dura.
E vem o dia em que tudo acaba,
passado, ido o tempo que passou,
sobrar, o que resta é quase nada,
somos levados, pelo Vento que Soprou !
Mantra: - “O que partilho é raiz, o que guardo é sombra. Ambas são memória.”
Autoria: - Mia Ressu
imagem: - de "criação" metafórica, figurada - pessoal -